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O câncer colo-retal
abrange tumores que atingem o cólon (intestino grosso) e o reto. Tanto
homens como mulheres são igualmente afetados, sendo uma doença tratável
e freqüentemente curável quando localizada no intestino (sem extensão
para outros órgãos).
Epidemiologia As
Estimativas de Incidência de Câncer no Brasil para 2006, publicadas
pelo INCA, apontam o câncer colo-retal como o 5º tumor maligno mais
freqüente entre homens (com 11.390 casos novos) e 4º entre as mulheres
(13.970 casos novos). A maior incidência de casos ocorre na faixa
etária entre 50 e 70 anos, mas as possibilidades de desenvolvimento já
aumentam a partir dos 40 anos.
Consulte a publicação Estimativa 2006 Incidência de Câncer no Brasil. Fatores de Risco Os
principais fatores de risco são: idade acima de 50 anos; história
familiar de câncer de cólon e reto; história pessoal pregressa de
câncer de ovário, endométrio ou mama; dieta com alto conteúdo de
gordura, carne e baixo teor de cálcio; obesidade e sedentarismo. Também
são fatores de risco doenças inflamatórias do cólon como retocolite
ulcerativa crônica e Doença de Cronh; algumas condições hereditárias
(Polipose Adenomatosa Familiar (FAP)e Câncer Colorretal Hereditário sem
Polipose (HNPCC).
Prevenção Uma
dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio, folato e pobre em
gorduras animais é considerada uma medida preventiva. A ingestão
excessiva e prolongada de bebidas alcóolicas deve ser evitada. Como
prevenção é indicada uma dieta saudável e a prática de exercícios
físicos.
Detecção Precoce O
câncer colo-retal quando detectado em seu estágio inicial possui
grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortalidade associada ao
tumor. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente ao
exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Indivíduos com exame
positivo devem realizar colonoscopia.
Para indivíduos com
histórico pessoal ou familiar de câncer de cólon e reto , portadores de
doença inflamatória do cólon (retocolite ulcerativa e Doença de
Chrohn) e de algumas condições hereditárias (FAP e HNPCC) devem
procurar orientação médica.
Sintomas Indivíduos
acima de 50 anos com anemia de origem indeterminada e que apresentam a
suspeita de perda crônica de sangue no hemograma, devem realizar
endoscopia gastrointestinal superior e inferior. Outros sintomas que
podem ocorrer são dor abdominal, massa abdominal, melena, constipação,
diarréia, náuseas, vômitos, fraqueza e tenesmo.
Diagnóstico O diagnóstico da doença é feito através de biópsia endoscópica com estudo histopatológico.
Tratamento A
cirurgia é o seu tratamento primário, retirando a parte do intestino
afetada e os linfonodos próximos a esta região. Muitos tumores do reto
são tratados com cirurgias que preservam o esfíncter anal, através da
utilização dos grampeadores, evitando assim as colostomias. Após o
tratamento cirúrgico, a radioterapia associada ou não à quimioterapia é
utilizada para diminuir a possibilidade da volta do tumor (recidiva).
Quando a doença está disseminada, com metástases para o fígado, pulmão
ou outros órgãos, as chances de cura diminuem.
http://www.inca.gov.br/ |
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