Epidemiologia De acordo com a Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para o ano de 2006 o
câncer de colo do útero é a terceira neoplasia maligna mais comum entre
as mulheres, sendo superado pelo câncer de pele (não-melanoma) e pelo
câncer de mama, e a quarta causa de morte por câncer em mulheres. Para
o ano de 2006, deverão ocorrer 19.260 novos casos de câncer do colo
do útero.
Fatores de Risco Vários
são os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero,
sendo que alguns dos principais estão associados às baixas condições
sócio-econômicas, ao início precoce da atividade sexual, à
multiplicidade de parceiros sexuais, ao tabagismo
(diretamente relacionados à quantidade de cigarros fumados), à higiene
íntima inadequada e ao uso prolongado de contraceptivos orais. Estudos recentes mostram ainda que o vírus do papiloma humano (HPV)
tem papel importante no desenvolvimento da displasia das células
cervicais e na sua transformação em células cancerosas. Este vírus está
presente em mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero.
Estudo comparando estratégias para a detecção precoce do câncer do colo do útero e suas lesões precursoras
Estratégias de Prevenção
A prevenção
primária do câncer do colo do útero pode ser realizada através do uso
de preservativos durante a relação sexual, uma vez que a prática de
sexo seguro é uma das formas de evitar o contágio pelo
HPV, vírus que tem um papel importante no desenvolvimento deste câncer
e de suas lesões precursoras.
A principal
estratégia utilizada para detecção precoce da doença (prevenção
secundária) no Brasil é através da realização do exame preventivo do
câncer do colo do útero (conhecido popularmente como exame de
Papanicolaou). O exame pode ser realizado nos postos ou unidades de saúde que tenham profissionais da saúde capacitados para realizá-los.
É fundamental que os
serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame
preventivo, pois a sua realização periódica permite reduzir a
mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco. O
Instituto Nacional de Câncer tem realizado diversas campanhas
educativas para incentivar o exame preventivo, tanto voltadas para a
população quanto para os profissionais da saúde.
O exame preventivo O exame
preventivo do câncer do colo do útero (exame de Papanicolaou) consiste
na coleta de material citológico do colo do útero, sendo coletada uma
amostra da parte externa (ectocérvice) e outra da parte interna
(endocérvice).
Para
a coleta do material, é introduzido um espéculo vaginal e procede-se à
escamação ou esfoliação da superfície externa e interna do colo através
de uma espátula de madeira e de uma escovinha endocervical.
Mulheres
grávidas também podem realizar o exame. Neste caso, são coletadas
amostras do fundo-de-saco vaginal posterior e da ectocérvice, mas não
da endocérvice, para não estimular contrações uterinas.
A
fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar
relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e
anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores ao exame. Além
disto, exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença
de sangue pode alterar o resultado.
Quem e quando fazer o exame preventivo Toda
mulher que tem ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame
preventivo periódico, especialmente se estiver na faixa etária dos 25
aos 59 anos de idade.
Inicialmente, um exame
deve ser feito a cada ano e, caso dois exames seguidos (em um intervalo
de 1 ano) apresentarem resultado normal, o exame pode passar a ser
feito a cada três anos.
Sintomas Existe
uma fase pré-clínica (sem sintomas) do câncer do colo do útero, em
que a detecção de possíveis lesões precursoras é através da realização
periódica do exame preventivo. Conforme a doença progride, os
principais sintomas do câncer do colo do útero são sangramento vaginal,
corrimento e dor.
Tratamento O tratamento adequado para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico. http://www.inca.gov.br/ |